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“A esquerda portuguesa faz da direita o monstro fascista”

Aproximam-se as eleições legislativas de 2022 a uma velocidade vertiginosa, sendo nós chamados para definir os futuros deputados deste País.

 

Confesso que pelo que vou vendo, quer nos debates, quer nas sondagens, que pouco de diferente acontecerá ao nosso país. As narrativas de sempre de António Costa vão passando, como se fosse o homem mais sério do mundo. A esquerda portuguesa faz da direita o monstro fascista. E o povo português acredita e segue um caminho de ruína para a população.

 
 

Quando muitos dos portugueses dizem que se vive bem em Portugal, fico com a sensação que nunca atravessaram a fronteira a não viram sequer o que se passa do lado de lá.

É impressionante a diferença. É impressionante como outros evoluem e nós ainda convivemos com fantasmas do passado.

 
 

A esquerda fala do trabalho como se fossemos trabalhadores de grandes fábricas chinesas, cuja proteção por um salário medíocre deve ser a base de um código de trabalho.

A esquerda fala da saúde e do SNS, como se as pessoas fossem morrer todas se tivessem que recorrer aos inúmeros privados para conseguirem ter uma consulta a tempo e a horas e como se os privados não fossem importantes quer como complemento, quer como substituto do SNS em determinadas áreas. A esquerda cria o monstro da entrada dos privados da Saúde para que os portugueses tenham medo de perder cirurgias que chegam a demorar 2 anos a fazer.

 
António Costa (PS) Decisão 22 – 6 de janeiro

Curioso que no COVID ninguém reclama de serem os privados a fazerem a quase totalidade dos testes COVID. E pelos vistos o povo não se queixa.

A esquerda fala da Segurança Social e da sua manutenção como hoje se encontra para garantir o pagamento de pensões de reforma, como se hoje a segurança social não pagasse pensões de miséria, algumas que ascendem a 200€ euros por mês.

 

E do monstro que toda a esquerda fala é de que as pessoas podem perder tudo isto que o estado dá, mas que dá pago a peso de ouro por todos os portugueses.

Temos das maiores cargas fiscais da Europa. Temos dos combustíveis mais caros da Europa por causa dos impostos. Temos das autoestradas mais caras da europa, apesar das mesmas serem pagas com os nossos impostos.

Para aceder à justiça, os portugueses pagam couro e cabelo. E ou se é rico e se safam. Ou se é e se recorre.

Tudo o que estado nos dá é pouco, em função dos impostos que pagamos. Mas esta é uma narrativa que passa para os portugueses e pior, chega a passar para os mais jovens, que acreditam que um governante lhes prometer um qualquer subsídio ou uma qualquer borla em qualquer lado, não lhe vai sair do bolso.

 

E o problema destas eleições, tal como outras em Portugal, é que ninguém fala no modelo de sociedade que quer. Nenhum, a não ser a espaços o representante da iniciativa liberal, que fala do tipo de sociedade que idealiza, exemplificando com os Países onde a mesma é executada, mas que se afunda lá no meio da sua tentativa de não o colarem à direita.

E o problema português é exatamente este.

Ninguém está preocupado em informar ou preparar um Portugal para daqui a 20 anos. E é por esse mesmo facto que aquando do início da pandemia, Portugal foi o País que menos apoios deu às empresa e às famílias. Foi o País que criou mais pobres. Foi o País que criou mais desigualdades.

Mas isto de nada interessa à esquerda e principalmente ao PS de António Costa.

Este vive para o seu poder. Fala da pandemia, mas não fosse este maldito vírus, os apoios extraordinários da Europa e a Bazuca e Portugal estaria mais uma vez enterrado, sem alternativa.

Mas Portugal é dos portugueses.

Costumo dizer que preparo os meus filhos todos os dias para emigrarem.

Porque efetivamente Portugal vive para fazer Portugueses dependentes do Estado e pagadores de impostos, para que o Estado o gaste em tudo, menos no que é necessário.

Pagamos TAP´s falidas, para manter meia dúzia de empregos para boys e outros que tal (confesso que em tantos voos que faço, já não me lembro quando foi a última vez na TAP).

Pagamos autoestradas perigosas.

Pagamos bancos falidos.

São milhares de milhões de euros que em vez de estar ao serviço da construção de uma sociedade, estão ao serviço daqueles que para alem de roubarem o estado, roubaram portugueses de bem.

É neste estado de coisas que vamos a votos. Na certeza que aquele que pede uma maioria absoluta, é o homem que já passou pelo Ministério da Justiça, pelo Ministério da Administração Interna e agora é primeiro ministro. Exatamente o mesmo homem que manteve a confiança nos Cabritas deste País durante anos. Que tem 8 governantes envolvidos em casos judiciais. Que tem um desequilibrado como o João Galamba a Governante. Que não tem um homem da sociedade civil que se atreva a ser Ministro com ele.

É o mesmo homem que pôs o seu ministro das Finanças no Banco de Portugal, para controlar aquilo que ele mesmo faz…

E é assim…

O País quer. O País vai ter…

Por isso apesar de podermos de ser um grande País, não passamos de um País pobre, cujos cidadãos, a cada eleição, vota naquele que lhe promete maiores migalhas…

Boa sorte.

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