Arquidiocese de Braga aplica pena máxima a padre após escândalo sexual envolvendo menor
A decisão caiu como uma bomba no seio da Igreja Católica em Braga. O padre Albino Fernando Tristão Meireles, natural de Guimarães, foi oficialmente demitido do estado clerical, a pena mais severa aplicada pela Igreja, após a conclusão de um processo penal canónico relacionado com delitos sexuais cometidos contra menores e pessoas vulneráveis.

O caso remonta aos anos em que o sacerdote exercia funções como pároco em Terras de Bouro, onde, segundo veio a público, terá mantido entre 2016 e 2018 relações de cariz sexual com um jovem então com 15 anos. Em 2025, no âmbito de um inquérito-crime, o próprio sacerdote terá admitido os factos. No entanto, já maior de idade, o alegado lesado não apresentou queixa, levando ao arquivamento do processo na justiça civil.
Apesar do desfecho judicial, a Arquidiocese de Braga avançou com um processo no Tribunal Eclesiástico, investigando a conduta do sacerdote à luz do direito canónico. O veredicto acabou por resultar na medida extrema: a expulsão do sacerdócio, decretada a 21 de abril de 2026.
Em comunicado, a Arquidiocese reconhece “a gravidade dos atos em causa” e a “profunda dor provocada às vítimas, às suas famílias e às comunidades cristãs”, reforçando o compromisso com a proteção de menores e a colaboração com autoridades civis e canónicas.
A instituição religiosa apelou ainda a possíveis vítimas de abusos em paróquias ou instituições da Arquidiocese de Braga para denunciarem situações através da Comissão de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis (braga@comissaodiocesana.pt ou 913 596 668).


