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Braga: Museu da Imagem reabre e convida a descobrir como nasceu a fotografia

O Museu da Imagem, em Braga, reabriu ao público com uma nova exposição que convida os visitantes a viajar pela história da imagem e da fotografia. “Máquinas de ver: da imagem à fotografia” integra a programação da Noite Branca de Braga dedicada ao património e à luz e marca uma nova etapa na atividade deste importante equipamento cultural municipal.

 

A exposição surge na sequência de um novo ciclo iniciado a 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia, data em que o Museu abriu o seu laboratório fotográfico ao público e promoveu uma programação especial dedicada aos 200 anos das experiências de Nicéphore Niépce.

 
 

Agora, “Máquinas de ver” propõe uma viagem ainda mais profunda, recuando a um tempo anterior à própria fotografia e explorando uma questão fundamental: como se forma uma imagem e como foi possível, pela primeira vez, fixá-la e transformá-la em memória?

O percurso começa logo no exterior do Museu, onde o quiosque instalado diante do edifício foi transformado numa verdadeira camera obscura. No interior escurecido, um pequeno orifício permite a entrada da luz, projetando de forma invertida o cenário exterior. O Arco da Porta Nova, os edifícios, as pessoas e a própria dinâmica da rua ganham uma nova dimensão através de um fenómeno óptico que acontece naturalmente, sem recurso a lentes ou projetores.

 
 

Conhecido muito antes da invenção da fotografia, este princípio foi utilizado ao longo dos séculos para observar fenómenos naturais, apoiar o desenho e criar experiências visuais. Mas havia uma limitação: a imagem podia ser observada, mas ainda não podia ser guardada.

É precisamente nessa passagem entre a imagem observada e a imagem fixada que se desenvolve a exposição. No interior do Museu, câmaras, objetivas, obturadores, equipamentos de laboratório, fotografias, negativos, livros de registo, documentos e objetos de estúdio ajudam a contar a evolução da fotografia enquanto técnica, objeto, documento e memória.

 

Os fundos Fotografia Aliança e Casa Pelicano permitem revisitar Braga através de imagens dos seus habitantes, instituições, acontecimentos e lugares. Os retratos e os antigos cenários de estúdio mostram também que fotografar sempre foi muito mais do que simplesmente captar um momento: era construir uma imagem através da pose, do enquadramento, da luz e da relação entre o fotógrafo e quem se encontrava diante da câmara.

A exposição revela ainda todo o trabalho que acontecia depois do disparo. Negativos retocados, provas ampliadas, fotografias recortadas, esmaltadas ou montadas noutros suportes mostram como cada imagem podia passar por várias etapas antes de chegar às mãos de quem a encomendava.

 

O percurso termina no laboratório fotográfico, onde a fotografia recupera toda a sua dimensão material. Revelação, fixação, lavagem, secagem e ampliação demonstram como a combinação entre luz, tempo, química, papel e trabalho manual permitiu transformar uma imagem invisível numa memória duradoura.

Com um laboratório visitável e preparado para a prática da fotografia analógica, o Museu da Imagem pretende também manter viva esta experiência através da realização de oficinas, permitindo que a história apresentada na exposição possa continuar a ser vivida e experimentada pelos visitantes.

 

“Máquinas de ver: da imagem à fotografia” pode ser visitada até domingo, 13 de setembro, entre as 10h00 e as 18h00.

A partir de 14 de setembro, o Museu da Imagem encerra temporariamente para preparar a próxima exposição integrada no Festival Internacional de Fotografia Encontros da Imagem, cuja inauguração está marcada para 18 de setembro.

Uma oportunidade para descobrir, em pleno coração de Braga, como a humanidade aprendeu a transformar a luz em imagens e as imagens em memórias.

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