“Desigualdades entre homens e mulheres provocam prejuízo objetivo à sociedade”

“O lugar da Mulher é… onde se sentir mais feliz”, pelo que é imprescindível que a sociedade assegure condições para que as pessoas não sejam injustamente impedidas de levarem avante os seus projetos de vida, independentemente do género.

 

A presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, respondeu assim ao desafio sobre o papel da mulher nas diferentes funções que exerce, seja na comunidade, no trabalho, em família ou grupo de amigos.

 
 

A temática “O lugar da mulher é…” mobilizou pessoas de diferentes atividades e profissões para uma conferência que decorreu no Salão Nobre do Município de Vila Verde, no âmbito da “Semana Municipal Para A Igualdade e Não Discriminação”, envolvendo entidades parceiras da rede social.

Como primeira mulher eleita presidente da Câmara no distrito de Braga e única atual presidente nos 24 municípios do distrito, Júlia Rodrigues Fernandes partilhou a sua experiência de vida, esclarecendo que nunca se sentiu intimidada ou discriminada no exercício das suas funções.

 
 

“Sempre consegui conciliar a minha vida profissional, familiar, pessoal e social, tendo sempre uma vida muito ativa e ocupada. Cada um e cada uma tem de saber lidar com as numerosas tarefas e os múltiplos papéis a que somos desafiados no dia a dia”, afirmou a autarca.

No entanto, reconheceu que as mulheres continuam a enfrentar maiores dificuldades de afirmação e progressão social e profissional devido ao contexto familiar, social e económico-empresarial.

 

Júlia Fernandes alertou que “as desigualdades entre homens e mulheres provocam um prejuízo objetivo à sociedade em geral e às nossas comunidades, designadamente ao nível do desenvolvimento e progresso social, económico e humanista”. Além de ser “um problema de justiça social e uma violação intolerável da Declaração Universal dos Direitos do Homem”.

Para a autarca, “é fundamental aprofundar a evolução ao nível da partilha igualitária dos direitos e responsabilidades, tanto na esfera familiar como na profissional”. É urgente também “um esforço maior na adaptação das empresas e das rotinas profissionais às funções familiares dos trabalhadores, quer sejam homens ou mulheres”.

 

A conferência sobre “o lugar da mulher” juntou ainda uma bombeira, uma assistente social do Centro de Acolhimento de Refugiados da Cruz Vermelha de Braga e uma jogadora do Lank Vilaverdense Futebol Clube.

A sessão foi ainda animada por atuações de formandos ligados ao projeto “Cultura para Todos”, dinamizadas pela Academia de Música de Vila Verde e pelo Centro Comunitário da Vila de Prado.

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