Ecossistema para o Plano Estratégico Municipal na Cultura em Guimarães

Projeto será coordenado pelo Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura da Universidade do Minho. Apresentação Pública agendada para 7 de Junho, no Teatro Jordão.

 

A Câmara Municipal de Guimarães está a elaborar o Plano Estratégico Municipal para Cultura, que será efetuado de forma colaborativa com os agentes do território, através da Universidade do Minho, pelo Observatório de Políticas de Ciência, Comunicação e Cultura; pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade e pelo Instituto de Ciências Sociais.

 
 

O Vereador da Cultura, Paulo Lopes Silva, destaca “a importância de um projeto que se relacione com a cidade e com o território nas várias dimensões culturais” atribuindo como palavra-chave “um ecossistema” para coser as várias áreas artísticas, auscultando os diversos públicos para uma análise global. A estratégia de pensamento cultural para Guimarães 2032 iniciará com uma Apresentação Pública, agendada para o dia 7 de Junho, às 21h00, no auditório do Teatro Jordão.

O professor e investigador da Universidade do Minho, Manuel Gama, explicou que este plano assenta em duas grandes fases, que passam pelo diagnóstico das dinâmicas culturais de Guimarães no presente, através d análise documental, entrevistas, grupos de discussão, inquéritos por questionário e observação direta. Numa segunda fase serão recolhidos contributos para a elaboração do Plano Estratégico Municipal de Cultura de Guimarães até 2032. “Este plano implica, obrigatoriamente, um processo colaborativo envolvendo diferentes protagonistas do tecido cultural do território”, sublinhou Manuel Gama, destacando a necessidade da existência de um conjunto de instrumentos no âmbito das políticas culturais locais e com o objetivo de alcançar linhas de financiamento. Além disso, propõe ainda avaliar os impactos dos investimentos municipais na cultura assim como analisar as estratégias dos espaços, equipamentos e de eventos culturais âncora para o diálogo, o envolvimento, a fidelização, a captação e a formação de públicos.

 
 

Nova Direção Artística da Cooperativa A Oficina

Nesta conferência de imprensa foi apresentada a nova direção artística da Cooperativa A Oficina, estabelecendo a interligação de um ecossistema cultural para Guimarães. Rui Torrinha (Diretor Artístico para as Artes Performativas), Marta Mestre (Diretora Artística para as Artes Visuais) e Catarina Pereira (Diretora Artística para as Artes Tradicionais) complementam esta renovação na estrutura d’A Oficina com o objetivo de afirmar a instituição de “banda larga” através de um plano coletivo e que envolve toda a equipa no cruzamento disciplinar da programação. “Existe a possibilidade de criarmos pensamento através de diversos pontos e a forma como se relacionam entre si, como se relacionam com o território, com as associações culturais ou com os criadores, e encarar a forma como tudo se interliga na estratégia municipal para a cultura e, também, do ponto de vista artístico e das diferentes equipas d’A Oficina que assume um papel importante na estratégia cultural de Guimarães”, salientou Paulo Lopes Silva.

 

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