EDP instala em Vieira do Minho Novo Parque Eólico com capacidade de 34,47 MW

A Agência Portuguesa do Ambiente promove entre 5 de setembro de 2022 e 17 de outubro de 2022 a consulta pública do estudo de impacto ambiental do novo Parque Eólico de Vieira do Minho.

 
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Este novo parque eólico vai ficar situado na União das freguesias de Anjos e Vilar do Chão, União das freguesias de Ruivães e Campos e freguesia de Rossas e prevê a instalação de 9 aerogeradores (potência unitária de 3,83 MW), à qual corresponderá uma potência total instalada de 34,47 MW, com uma produção média anual estimada em 83,46 GWh.

 
 

O Parque Eólico de Vieira do Minho é um projeto da empresa EDP Gestão da Produção de Energia, S.A, que de acordo com o Decreto-Lei n.º 152-B/2017, de 11 de dezembro este encontra-se sujeito a uma Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), por se localizar a uma distância inferior a 2 km de outros parques similares, conforme estabelecido no Anexo II, ponto 3 e na alínea i.

O novo Parque Eólico de Vieira do Minho será ligado à RNT, ao nível de 150 kV, na subestação da central de Vila Nova/Venda Nova, localizada no concelho de Montalegre (freguesia de Ferral) e no Distrito de Vila Real. Para o efeito o Parque Eólico estará interligado com a central de Vila Nova/Venda Nova por meio de uma linha de transmissão aérea de alta tensão, a 60 kV, e de uma subestação
abaixadora 60/10 kV, que permitirá a injeção da energia produzida no referido Parque Eólico no barramento à tensão de produção dos grupos da central de Vila Nova/Venda Nova.

 
 
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Segundo o estudo de impacto ambiental disponível na plataforma participa.pt os impactos negativos do projeto são:

 A fase em que se farão sentir os impactes negativos com maior intensidade, é a fase de construção, devido à necessidade de movimentação de terras associadas à construção dos diferentes elementos de projeto. Refere-se que o projeto implementou medidas de forma a minorar ao máximo a necessidade de movimentação de terras (escavações e aterros) e da afetação dos afloramentos rochosos existentes na área de implantação do projeto;

 

 O impacte causado sobre a flora e vegetação é reduzido, uma vez que as zonas a intervencionar são ocupadas maioritariamente por matos. Ao nível da fauna, durante a construção prevê-se a perturbação de indivíduos de diferentes espécies, sendo que a movimentação de máquinas afetas à construção poderá causar o esmagamento ou concussão de pequenos animais (répteis, anfíbios, pequenos mamíferos);

 Tendo em conta que a área de estudo se insere na área da alcateia da Cabreira, admite-se que a perturbação causada pelas obras influencie o comportamento dos potenciais indivíduos presentes, nomeadamente na seleção do local de reprodução mais próximo: Talefe Sul/Rio Ave. Refira-se que o projeto desde a sua conceção inicial, sofreu uma alteração na sua configuração de forma a minimizar o impacte sobre a alcateia da Cabreira, afastando as infraestruturas do parque eólico das zonas mais críticas sob este ponto de vista e ainda, que um eventual impacte sobre a alcateia na fase de construção é minimizável face a aplicação das medidas de minimização descriminadas anteriormente, nomeadamente com a delimitação temporal dos trabalhos, evitando-se os períodos críticos para o sucesso reprodutor da alcateia;

 

 O potencial impacte sobre vertebrados voadores (quirópteros e aves), durante a fase de exploração do projeto, devido ao funcionamento dos aerogeradores.

 A presença dos aerogeradores irá gerar impacte cénico numa área de sensibilidade paisagística variável. O Parque Eólico será visível, ainda que nem sempre a totalidade dos aerogeradores, na grande maioria das povoações existentes na sua envolvente

Sendo que os positivos são:
 Irá contribuir de forma não negligenciável para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Estado Português no que diz respeito à produção de energia a partir de fontes renováveis, para o cumprimento dos objetivos da redução de emissões de gases de efeito de estufa e para a diminuição da dependência de importações de energia estipuladas para Portugal;

 Irá contribuir para a dinamização da economia local e nacional, para a criação de postos de trabalho e ao aumento do rendimento dos proprietários dos terrenos afetos ao projeto, cujas receitas irão constituir um complemento ao rendimento destes proprietários na fase de exploração, embora nas fases prévias já ocorra o pagamento de verbas. Faz-se notar que, tratando-se de terrenos baldios, este rendimento beneficia transversalmente as populações.

 

O estudo de impacto ambiental refere ainda que “Como os impactes negativos resultantes da implementação do Parque Eólico de Vieira do Minho se fazem sentir durante a fase de construção e pontualmente, na fase de exploração, irão ser aplicadas medidas de minimização e medidas compensatórias, em ambas as fases, que permitirão atenuar em grande parte os impactes negativos”

Pode consultar toda a informação no portal Participa.pt

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