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Guimarães inaugura a Capital Verde Europeia 2026

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Capital Verde Europeia é “um meio, não um fim. Um meio para melhorar a qualidade de vida das pessoas”

 
 

Guimarães abriu 2026 com o verde no coração e o futuro nas mãos. A cidade deu oficialmente início ao seu percurso como Capital Verde Europeia 2026, assumindo, perante a Europa e os seus cidadãos um compromisso claro com um futuro mais sustentável, mais justo e com melhor qualidade de vida. 

O arranque fez-se com casa cheia, participação ativa e uma mensagem forte: a transição verde constrói-se nas cidades e com as pessoas. 

 
 

Cerimónia de Compromisso Político, realizada na manhã de sexta-feira, no Teatro Jordão, marcou o início deste caminho, contando com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, entre outras personalidades. 

A abertura da sessão esteve a cargo do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, seguindo-se do Diretor-Geral Adjunto para o Ambiente da Comissão Europeia (CE), Patrick Child. 
Na sua intervenção, Ricardo Araújo colocou os cidadãos no centro da distinção europeia, agora assumida pela cidade. 
“Este reconhecimento europeu ultrapassa a dimensão simbólica de um prémio; representa um compromisso firme e duradouro com os cidadãos de Guimarães, com a Europa e com as gerações futuras”, afirmou o autarca, sublinhando que ser Capital Verde Europeia é “um meio, não um fim”, considerando mesmo que a distinção permitirá “melhorar a qualidade de vida, reforçar a competitividade do concelho e preparar Guimarães para os desafios das próximas décadas”. 

 

Ricardo Araújo destacou o significado particular desta distinção para uma cidade de média dimensão, lembrando que a liderança climática está ao alcance dos territórios próximos das pessoas: 
“Guimarães prova que a escala humana pode ser uma enorme vantagem na transição ecológica. É aqui, onde as políticas públicas têm rosto e impacto direto no quotidiano, que a transformação acontece.” 

O presidente da Câmara sublinhou ainda que a CVE é um projeto coletivo, construído ao longo dos anos e assumido por toda a comunidade: 
“A Capital Verde Europeia 2026 é um projeto de Guimarães e dos vimaranenses. Pertence aos cidadãos, às instituições, às empresas, às escolas e às associações. Todos contam. Todos fazem parte.” , frisou.

 

Seguiu-se um painel entre cidades europeias que lideram a transição verde, reunindo autarcas e responsáveis de Vilnius, Lituânia (Capital Verde Europeia 2025), Valência, Espanha, Heilbronn, Alemanha, e Guimarães, Portugal, num debate centrado no papel das autarquias, das políticas públicas e da cooperação europeia como motores da sustentabilidade urbana. Participaram Andrius Grigonis, vice-presidente da Câmara Municipal de Vilnius, António Celda, diretor da CVE de Valência, Andreas Ringle, vice-presidente da Câmara Municipal de Heilbronn, e Ricardo Araújo, presidente da Câmara Municipal de Guimarães 

Um dos momentos mais simbólicos da manhã foi a entrega do Green Book, por Andrius Grigonis a Ricardo Araújo, num gesto que assinalou a passagem de testemunho entre Capitais Verdes Europeias, reforçando o sentido de continuidade e de responsabilidade partilhada. 

 

A manhã terminou com a assinatura do protocolo de apoio ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (SUMP) e ao Projeto BRT. O acordo envolve o Município de Guimarães, o Banco Europeu de Investimento (BEI) e a Comissão Europeia, e contou com a presença de João Fonseca Santos, diretor do gabinete do Grupo BEI em Portugal, do Diretor-Geral Adjunto para o Ambiente da CE, Patrick Child e do Presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo. Foi, uma vez mais, reforçada a ambição da cidade em alcançar a neutralidade climática até 2030, tendo como base o financiamento de um estudo de mobilidade sustentável para a cidade. 
Sobre este passo estratégico, o presidente da Câmara de Guimarães sublinhou que a mobilidade é um dos maiores desafios urbanos da atualidade: 
“Este plano permite olhar para todo o território de forma integrada e pensar a cidade a partir da mobilidade, encontrando soluções concretas que contribuam para a descarbonização e para a melhoria da qualidade de vida de quem vive, trabalha ou visita Guimarães.” 

Patrick Child sublinhou o percurso consistente de Guimarães, lembrando que o município foi distinguido como o mais sustentável de Portugal durante três anos consecutivos. Para o responsável europeu, Guimarães é hoje um exemplo de transformação bem-sucedida, ao evoluir de uma cidade de forte matriz industrial para uma Capital Verde Europeia, envolvendo todos os stakeholders neste processo.  

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