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Mimarte arrancou com reflexão sobre o papel da arte na transformação do espaço público

O Mimarte – Festival de Teatro de Braga teve início a 1 de julho, com a conversa inaugural “Quando a cidade deixa de ser cenário: arte, presença e transformação do espaço comum”, que decorreu na Livraria Centésima Página e reuniu público, artistas e agentes culturais para uma reflexão sobre a relação entre criação artística e espaço público.

 

Moderada por Bruno Costa, da Bússola, a sessão contou com a participação de Miguel Bonneville e de Suzana Leite, do Plano Nacional das Artes, que abordaram o potencial da arte para transformar temporariamente a experiência da cidade, questionando as formas de habitar o espaço comum e o papel da criação artística na construção de comunidades mais conscientes, inclusivas e participativas.

 
 

Integrada no ciclo de conversas e debates do festival, esta iniciativa marcou o arranque de um programa que pretende afirmar o Mimarte não apenas como um festival de teatro em espaço público, mas também como um espaço de pensamento, diálogo e partilha em torno das práticas artísticas contemporâneas.

Até 5 de julho, o Mimarte continua a transformar Braga num palco a céu aberto, com uma programação que integra espetáculos itinerantes, ações complementares e espetáculos noturnos.

 
 

A componente de pensamento e mediação prossegue com a conversa “Interromper, infiltrar, habitar: estratégias artísticas no espaço público” (3 de julho), a masterclass “O espaço público como lugar de encontro: criação, comunidade e significado” e o debate “Espaço público: lugar de todos ou território em disputa?” (4 de julho), reunindo artistas, investigadores e agentes culturais em torno da relação entre arte, cidade e espaço público.

Durante o dia, as ruas e praças da cidade recebem as intervenções itinerantes “Tom, Tom & Tom”, da companhia neerlandesa RavArt, e “Il Palombaro”, do artista italiano Alessandro Vallin.

 

Ao final de cada dia, a Praça do Município acolhe os espetáculos “Rei Lear”, pela Companhia do Chapitô (2 de julho), “Une Histoire Vraie”, pelo GATO SA – Teatro de Santo André (3 de julho), “Ad Libitum”, da companhia espanhola Lapso Producciones (4 de julho), e “STRATA”, do Teatro do Mar (5 de julho).

Promovido pelo Município de Braga, o Mimarte afirma-se como um dos mais relevantes festivais de teatro em espaço público do país, reunindo companhias nacionais e internacionais, ao longo de cinco dias, em ruas, praças e equipamentos culturais, reforçando Braga como um território de experimentação artística e de acesso à cultura.

 

A programação completa do Mimarte 2026 pode ser consultada em: tinyurl.com/mimarteprograma

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