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Minho em alerta: mais de 2.600 hectares destinados a novas zonas de energia renovável levantam polémica

O futuro energético de Portugal passa pelo Minho, mas a dimensão da nova aposta nas energias renováveis está a gerar preocupação e debate. O Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER) coloca em consulta pública, através da plataforma Participa.pt, uma proposta que prevê a criação de áreas prioritárias para instalação de novos projetos, incluindo milhares de hectares no território minhoto.

 

O documento, que estará em consulta pública entre 17 de junho e 15 de julho de 2026, pretende identificar zonas consideradas adequadas para acelerar a implementação de projetos de produção de energia renovável, simplificando processos e contribuindo para as metas nacionais de descarbonização.

 
 

No entanto, a proposta já está a levantar interrogações sobre o impacto territorial e paisagístico destas novas áreas de aceleração. No Minho, quatro municípios surgem abrangidos pelo plano: Vieira do Minho com 540,5 hectares, Terras de Bouro com 106,1 hectares, Vila Nova de Famalicão com 1.096,6 hectares e Vila Verde com 2.025,5 hectares.

No total, são mais de 2.673 hectares identificados para a aceleração de projetos renováveis no Minho, uma área que poderá vir a receber novas infraestruturas associadas à produção energética, nomeadamente painéis fotovoltaicos.

 
 

A proposta surge depois de décadas de transformação do território minhoto com a construção de barragens, aproveitamentos hidroelétricos, parques eólicos, mini-hídricas, subestações, postos de corte e extensas redes de transporte de energia de alta e muito alta tensão.

O debate coloca agora em cima da mesa uma questão central: até onde pode ir a expansão das energias renováveis sem comprometer a identidade paisagística, ambiental e territorial de uma região já fortemente marcada por grandes infraestruturas energéticas?

 

A consulta pública pretende recolher contributos antes da aprovação final do programa, abrindo espaço para que municípios, entidades locais e cidadãos possam pronunciar-se sobre o futuro energético e territorial do país.

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