Rali de Portugal FORA do Mundial em 2027: Turismo do Norte fala em “desastre” e exige explicações ao ACP
A saída do Rali de Portugal do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) de 2027 está a provocar uma forte reação no Norte e Centro do país. O Turismo do Porto e Norte de Portugal considera a decisão um duro golpe para os territórios do interior e exige ao Automóvel Club de Portugal uma explicação sobre o que esteve na origem da exclusão da prova.

A confirmação de que o Rali de Portugal não fará parte do calendário mundial de 2027 está a gerar preocupação entre os territórios que, ao longo dos anos, acolheram uma das maiores provas automobilísticas realizadas em Portugal.
O Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) não esconde a sua revolta. Luís Pedro Martins, presidente da entidade, considera que a decisão constitui “uma péssima notícia para os territórios do interior” e garante que o Norte não se conforma com a ausência da prova.
Para o responsável, a saída do Rali de Portugal do Mundial vai muito além do desporto.
“A exclusão do Rally de Portugal do Mundial de 2027 não é um mero contratempo, é um desastre”, afirma Luís Pedro Martins, defendendo que a decisão representa um golpe na economia, no turismo e na projeção internacional das regiões do Norte e Centro.
O presidente do TPNP recorda que estas regiões estão intimamente ligadas à história e à identidade da prova, que ao longo dos anos mobilizou milhares de adeptos, equipas, profissionais e visitantes, com impacto direto na atividade económica dos territórios por onde passa.
“O que falhou?”
A entidade regional de turismo questiona agora as razões que levaram à saída da prova do calendário mundial.
“Como permitimos que uma das maiores marcas de Portugal seja descartada do calendário global? O que falhou?”, questiona Luís Pedro Martins.
A possibilidade de um regresso em 2028, admitida pelo Automóvel Club de Portugal, também não parece suficiente para tranquilizar o Turismo do Porto e Norte de Portugal.
Segundo o presidente do TPNP, municípios, Turismo de Portugal e entidades regionais realizaram, ao longo dos anos, investimentos significativos associados ao Rali de Portugal, pelo que a ausência da prova em 2027 levanta preocupações quanto ao retorno desses investimentos e ao futuro da competição em território nacional.
📉 Impacto pode ir muito além das classificativas
Para o Turismo do Porto e Norte de Portugal, perder o Rali significa também perder uma importante montra internacional para os territórios envolvidos.
“Perder o Rally é perder território, economia, emprego e prestígio”, afirma Luís Pedro Martins, que exige ao ACP esclarecimentos sobre o processo que conduziu à decisão agora anunciada.
O responsável deixa ainda uma posição clara: “Esta ausência não se pode tornar definitiva. O Norte não se conforma.”
A decisão significa, assim, que em 2027 Portugal ficará fora do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis, colocando em causa, pelo menos temporariamente, uma prova que durante décadas se afirmou como uma das grandes referências do automobilismo nacional e uma importante janela de promoção internacional do Norte e Centro do país.
Agora, a pressão está colocada sobre o Automóvel Club de Portugal, numa altura em que o futuro do Rali de Portugal no Mundial volta a estar no centro das atenções.


