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Residência Universitária Confiança abre em setembro com 786 camas e alivia mercado de habitação em Braga

Investimento superior a 29 milhões de euros permitiu recuperar a antiga fábrica e criar quartos desde 94 euros/mês

 
Visita antiga fábrica confiança, agora residência universitária 07-08-2026

A antiga Fábrica Confiança inicia em setembro uma nova etapa da sua história com a abertura da Residência Universitária Confiança. O novo equipamento, promovido pelo Município de Braga com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), disponibiliza 786 camas a preços acessíveis e passa a ser gerido pela UMinho.

 
 

Destinada preferencialmente a estudantes deslocados do Campus de Gualtar – com prioridade para bolseiros -, a residência dispõe de cozinhas equipadas, salas de estudo e convívio, lavandaria e ginásio. No ano letivo 2026/2027, as mensalidades para estudantes bolseiros variam entre os 94 euros (quarto duplo) e os 150 euros (quarto individual). Para não bolseiros, os valores fixam-se nos 163 euros (duplo) e 213 euros (individual), com despesas de água, luz, gás e internet incluídas.

Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, o projeto responde a duas prioridades centrais da cidade. “A Confiança permite-nos criar uma alternativa pública de qualidade para centenas de estudantes a preços verdadeiramente acessíveis. Mas o impacto vai muito além do universo universitário: ao acolhermos aqui 786 estudantes que antes dependiam do mercado privado, estamos a libertar apartamentos na cidade e a aumentar a oferta de habitação para as famílias de Braga”, referiu o autarca durante uma visita ao equipamento.

 
 

Memória industrial e património preservados

Com um investimento superior a 29 milhões de euros, a reconversão da antiga saboaria procurou preservar a relação do edifício com a história industrial da cidade, recuperando a identidade cromática original, elementos arquitetónicos históricos e integrando espaços dedicados à valorização do seu espólio.

 

“Não quisemos apagar a Confiança, quisemos dar-lhe uma nova vida ao serviço das novas gerações. Este edifício mantém a sua alma e a sua memória industrial, mas passa agora a preparar o futuro de Braga através do conhecimento e do acesso à habitação”, concluiu João Rodrigues.

Este é um projeto financiado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito da candidatura ao Programa Nacional de Alojamento para o Ensino Superior (PNAES) e monitorizado pelo ERASMUS+.

 

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