São João de Braga encerra edição de 2026 com fé, tradição e uma cidade unida pela sua maior celebração
As ruas de Braga voltaram a encher-se de emoção, devoção e tradição naquele que foi o último dia das Festas de São João de Braga. A mais antiga celebração sanjoanina do país despediu-se de 2026 com uma jornada marcada pela fé, pelo património cultural e pela forte ligação dos bracarenses a uma festa que atravessa gerações.

O dia arrancou com o tradicional Cortejo Sanjoanino, com o Carro das Ervas, o Rei David e os Pastores, uma das manifestações mais genuínas das festividades da cidade, levando às ruas símbolos históricos e personagens que fazem parte da identidade do São João de Braga.
A vertente religiosa voltou a assumir um papel central nas celebrações. A Eucaristia Solene do Nascimento de São João Baptista, no Largo de São João do Souto, e a celebração no Parque da Ponte, presidida pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. José Cordeiro, reuniram centenas de fiéis. Entre os presentes esteve também Marcelo Rebelo de Sousa, antigo Presidente da República, que acompanhou alguns dos momentos iniciais da jornada sanjoanina.
Durante o dia, a música das Bandas Filarmónicas manteve viva uma das tradições mais antigas da festa, enquanto a homenagem ao Mestre Veiga voltou a recordar uma das figuras incontornáveis na preservação e valorização das tradições populares bracarenses.
Ao final da tarde, milhares de pessoas acompanharam a Transladação do Andor de São João até à Sé Primaz, num dos momentos de maior simbolismo das festividades. A passagem pelo Largo do Paço ficou marcada pela tradicional Aclamação das Flores, este ano com a novidade de um tapete floral, acompanhado pelo Hino de São João de Braga.

A grandiosidade religiosa atingiu o ponto alto com a Soleníssima Procissão de São João Baptista, que percorreu o centro histórico da cidade perante uma multidão. O cortejo contou com centenas de participantes, incluindo 163 anjinhos, dez andores e representações dos santos associados às celebrações de junho e aos padroeiros de Braga, numa manifestação de fé que continua a marcar profundamente a identidade da cidade.
A despedida simbólica a São João ficou a cargo da Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé”, na Sé Catedral, e da Rusga de São Vicente, acompanhada pela Banda Musical de Cabreiros, encerrando os momentos religiosos de uma edição que voltou a juntar tradição e comunidade.
A noite trouxe ainda música e celebração com o concerto de Miguel Araújo, na Avenida Central. O artista português reuniu milhares de pessoas num espetáculo marcado pela proximidade com o público e pelos grandes êxitos da sua carreira, terminando ao som de “Talvez se eu Dançasse”, numa verdadeira festa de vozes e emoções.

O encerramento das Festas de São João de Braga ficou completo com o tradicional espetáculo piromusical, que iluminou o céu da cidade e marcou o “até para o ano” de uma celebração que continua a afirmar-se como um dos maiores símbolos culturais e religiosos de Braga.
Entre a fé, a música, o património e a participação popular, o São João de Braga despediu-se de 2026 com a certeza de que continua bem vivo na memória coletiva de uma cidade que, ano após ano, mantém acesa uma das suas tradições mais emblemáticas.


