ULS Braga DECLARA GUERRA à Comissão de Utentes: Queixas no Ministério Público e Acusações de ‘Fake News’!
A tensão entre a administração da ULS Braga e a autoproclamada Comissão de Utentes atingiu um novo patamar explosivo. Depois de meses de acusações públicas, críticas à gestão hospitalar e denúncias sobre alegados problemas no funcionamento do Hospital de Braga, a resposta da administração foi dura: participações criminais no Ministério Público e acusações de desinformação que poderá ter abalado a confiança dos utentes no SNS.

Segundo a ULS Braga, desde os últimos meses de 2025, comunicados, notícias e iniciativas promovidas pela então denominada “Comissão de Utentes da ULS Braga” terão espalhado informações consideradas “falsas” ou “descontextualizadas”, contribuindo, na ótica da administração, para uma perceção negativa do hospital e para o aumento do alarme social.
O caso ganhou contornos ainda mais polémicos quando o Conselho de Administração revelou ter avançado com uma participação criminal contra os alegados responsáveis da comissão, acusando-os de colocar em causa o bom nome da instituição e dos seus profissionais de saúde. A administração garante que a medida visa “repor a verdade dos factos” e travar danos na confiança pública no Serviço Nacional de Saúde.
Apesar de, numa primeira fase, a comissão não estar formalmente reconhecida, a ULS Braga aceitou reunir com os representantes a 26 de dezembro de 2025, alertando para a necessidade de cumprimento dos trâmites legais para representar legitimamente os utentes. Mais tarde, já em fevereiro de 2026, houve novo encontro com a agora denominada “Comissão de Utentes da Saúde de Braga”, onde a administração voltou a insistir num canal institucional de comunicação.
Mas a polémica não ficou por aqui. A ULS Braga afirma desconhecer se a associação promoveu eleições internas ou obteve reconhecimento formal do Ministério da Saúde, como previsto na legislação, levantando dúvidas sobre a sua legitimidade e representatividade. Ainda assim, acusa a entidade de continuar a falar em nome dos utentes, intensificando publicações e iniciativas consideradas lesivas para a reputação do hospital.
Face ao que descreve como um “agravamento da situação”, a administração avançou agora com nova exposição ao Ministério Público, reforçando denúncias anteriores sobre alegados episódios de desinformação e imputações consideradas prejudiciais ao bom nome da instituição.
Num ambiente já marcado pela pressão no SNS, o braço-de-ferro promete aquecer ainda mais o debate sobre quem fala realmente em nome dos utentes — e até onde vai o direito à crítica quando estão em causa acusações graves sobre um dos maiores hospitais da região.


