Vieira do Minho celebrou o 25 de Abril com solenidade e apelo à defesa da liberdade e da democracia
Vieira do Minho assinalou o 25 de Abril com uma cerimónia solene marcada pelo simbolismo e por um forte apelo à preservação dos valores da liberdade e da democracia.
As comemorações tiveram início com o hastear da Bandeira Nacional, da Bandeira do Município e da Bandeira da União Europeia, acompanhado pela Guarda de Honra assegurada pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho e pela Polícia Municipal. O momento foi assinalado pela interpretação do Hino Nacional, “A Portuguesa”, pela Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho, num ambiente de respeito e solenidade.

Seguiu-se a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Combatentes, numa homenagem aos antigos combatentes vieirenses e aos militares de Abril, evocando a memória e o contributo de todos quantos lutaram pela liberdade.
Na sessão solene, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, intervieram o Presidente da Assembleia Municipal, o convidado de honra, Tenente-General Luís Nelson Santos, bem como os líderes das bancadas municipais do PSD e do PS, que assinalaram a importância histórica do 25 de Abril e a atualidade dos seus valores na vida democrática.
Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal, Filipe de Oliveira, destacou o caráter estruturante da data, afirmando que “o dia de hoje é uma marca da nossa História coletiva” e “um dia que é de todos os que prezam a liberdade e a democracia”.
Sublinhando o impacto da Revolução, o autarca referiu que o 25 de Abril foi “o dia em que Portugal reencontrou a sua voz” e “o dia em que a liberdade deixou de ser um sonho sussurrado a medo, para passar a ser um direito vivido”. Acrescentou ainda que esta não é apenas uma data simbólica, mas “um momento fundador” que recorda que “a liberdade não é garantida — conquista-se todos os dias”.
Numa reflexão sobre o presente, Filipe de Oliveira alertou para os desafios atuais, referindo que “vivemos tempos complexos”, marcados por discursos que podem colocar em causa os valores democráticos, defendendo que cabe a todos “proteger, valorizar e fortalecer a democracia, com pensamento crítico, participação ativa e respeito pelas diferenças”.
O Presidente da Câmara destacou ainda que “a democracia vive da participação” e que “ser livre não é apenas poder escolher, é assumir responsabilidade”, reforçando a importância do envolvimento dos cidadãos na vida coletiva.
Um dos momentos mais marcantes da cerimónia foi a homenagem ao Mestre Adelino Ângelo, distinguido com a Medalha de Honra do Município, Grau Ouro. Neste momento solene, o Mestre Adelino Ângelo recebeu a condecoração das mãos do Presidente da Câmara Municipal, Filipe de Oliveira, e foi igualmente entregue um diploma pelo Presidente da Assembleia Municipal, António Lobo Gonçalves. Tratou-se de um momento de grande simbolismo e profundo significado, que enalteceu o percurso e o legado do homenageado.
Na ocasião, Filipe de Oliveira destacou o percurso do artista, referindo que “não criou apenas arte — criou consciência”, ao dar visibilidade às dimensões mais humanas e sociais da realidade.
“Uma sociedade verdadeiramente democrática não se mede apenas pelo progresso, mas pela forma como olha, respeita e inclui os mais frágeis”, afirmou, sublinhando o significado da distinção atribuída.
A sessão integrou ainda um momento musical de forte simbolismo, com a interpretação de “Grândola, Vila Morena”, evocando o espírito da Revolução dos Cravos.
As comemorações prolongaram-se ao longo do dia com o I Encontro de Bandas Filarmónicas, reafirmando o 25 de Abril como um momento de memória, união e renovação do compromisso coletivo com os valores de Abril.


