Vieira do Minho ganha árvore de interesse público com mais de 100 anos e 30 metros de altura
O tulipeiro da Virgínia que há mais de um século marca a paisagem junto à Casa da Cultura de Vieira do Minho acaba de ganhar um estatuto especial: foi oficialmente classificado como exemplar de interesse público pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

A decisão, tomada por despacho de 21 de julho de 2026 e publicada a 5 de agosto, reconhece o extraordinário valor paisagístico, monumental e identitário desta árvore, considerada uma das referências naturais do centro da vila.
O exemplar da espécie Liriodendron tulipifera L. impressiona pelas suas dimensões. O tronco apresenta um perímetro de 6,40 metros na base e 5 metros à altura do peito, enquanto a árvore atinge 30,67 metros de altura. A sua copa, de configuração natural e equilibrada, projeta-se por uma área de aproximadamente 500 metros quadrados.
Segundo o ICNF, o porte majestoso da árvore provoca um forte impacto visual e encontra-se em perfeita harmonia com o espaço envolvente, junto à antiga casa senhorial, conhecida como Casa de Lamas, atualmente Casa da Cultura do Município.
A classificação destaca ainda o seu elevado valor ornamental e o facto de o exemplar estar naquele espaço há mais de 100 anos, assumindo assim uma forte ligação à história e à identidade de Vieira do Minho.

Outro dos aspetos valorizados pelas entidades responsáveis é o bom estado vegetativo e estrutural da árvore. Não foram observados sinais que indiciem problemas fitossanitários ou de resistência estrutural, apresentando a copa uma conformação natural, equilibrada e com abundante ramificação.
Com esta classificação, o tulipeiro passa a beneficiar de uma zona geral de proteção com um raio de 25 metros, sendo proibidas intervenções que possam destruir, danificar ou prejudicar o seu estado vegetativo.
O despacho determina ainda que qualquer operação de beneficiação, como podas ou desramações, carece de autorização prévia do ICNF, assim como várias intervenções na área de proteção, incluindo alterações de pavimentos, sistemas de drenagem, novas construções ou instalação de equipamentos.
A decisão representa, assim, um importante reconhecimento do património natural de Vieira do Minho e reforça a proteção de uma árvore que, ao longo de mais de um século, se tornou parte integrante da paisagem e da memória coletiva da vila.
Mais do que uma árvore centenária, o tulipeiro da Casa da Cultura é agora oficialmente reconhecido como um verdadeiro monumento vivo de Vieira do Minho.


