Guimarães celebra o Carnaval 2026 com programa rico e descentralizado
O Município de Guimarães apresentou, hoje, o programa “Carnaval em Guimarães 2026”, que decorrerá entre os dias 6 e 22 de fevereiro, numa conferência de imprensa realizada no espaço da sede do Teatro Coelima, em Pevidém. A sessão contou com a presença da vereadora da Cultura, Isabel Ferreira, de representantes de associações locais e de órgãos de comunicação social.

A programação, agora apresentada, tem como objetivo reforçar e valorizar uma das expressões mais enraizadas da cultura popular vimaranense, bem como o trabalho desenvolvido pelo movimento associativo local, agregando, num único programa municipal, as diversas manifestações carnavalescas existentes no concelho.
Durante a apresentação, a vereadora da Cultura, Isabel Ferreira, sublinhou a importância do Carnaval enquanto espaço privilegiado de encontro e partilha numa cidade marcada pela diversidade, destacando que “Guimarães tem atualmente residentes de mais de 100 nacionalidades e uma grande parte dessa comunidade, composta por residentes e emigrantes, tem em comum a língua portuguesa“. A responsável acrescentou, ainda, que a promoção de espetáculos e iniciativas culturais permite que “a cultura e estes espetáculos sejam também um momento de encontro, partilha, convívio e contacto com outras formas de celebrar, o que só enriquece a identidade de Guimarães”.
Isabel Ferreira destacou, igualmente, a estratégia municipal de valorização do território através da agregação dos diferentes agentes culturais e comunitários, afirmando que “só faz sentido valorizar o território partindo da agregação de todos aqueles que trabalham em prol do Carnaval”. A vereadora considerou ainda que o grande desafio passa por “valorizar e dar a conhecer aquilo que temos”, num concelho que classificou como “riquíssimo em termos de património cultural, material e imaterial”.
Abertura com Jorge Aragão no Largo do Toural
O “Carnaval em Guimarães 2026” arranca no dia 6 de fevereiro, no Largo do Toural, com um concerto de Jorge Aragão, um dos nomes mais reconhecidos do samba e do pagode brasileiro, marcando a abertura oficial da programação. Nesse mesmo dia, a animação vem se estendendo pelo Centro Histórico com a Batucada Radical, terminando a noite com DJs e animação em articulação com a Associação Vimaranense de Hotelaria e os bares locais.
Carnaval de Pevidém mantém-se como ponto alto da programação
O Carnaval de Pevidém, que decorre entre 13 e 17 de fevereiro, volta a assumir um papel central no programa, afirmando-se como uma das expressões carnavalescas mais antigas e participadas do concelho. Cinco dias de pura festa, em que o ponto alto é o desfile, no dia de Carnaval, às 15 horas.
Em representação da organização, o presidente da Associação Sol no Miral, Rui Fernandes, destacou o carácter profundamente comunitário do evento, sublinhando que “o Carnaval de Pevidém é um Carnaval que tem mantido esta identidade e que tem crescido exponencialmente”.
Rui Fernandes reforçou que a força do Carnaval reside na participação ativa da população, afirmando que “o grande valor deste Carnaval tem a ver com as pessoas que se envolvem”, dado que “o Carnaval de Pevidém é feito para quem vai desfilar e para quem vai participar”, acrescentando que “é para ser vivido” e que “participar é o que faz a diferença”.
O programa em Pevidém inclui desfiles, animação de rua, bailes populares, o tradicional Enterro do Entrudo, e o Bou pra Feira, assim como o Rally da Orelheira e um roteiro gastronómico dedicada ao cozido à portuguesa, envolvendo associações, coletividades e restaurantes locais.
Um Carnaval descentralizado e participado
Além de Pevidém, o programa municipal integra ainda os carnavais de Nespereira, Briteiros São Salvador e Souto de Santa Maria, reforçando a dimensão descentralizada e participativa da celebração, bem como diversas iniciativas culturais promovidas pelas estruturas municipais, com atividades dirigidas ao público escolar e sénior e propostas de valorização da memória e do património.
O Carnaval em Guimarães 2026 afirma-se, assim, como um programa que cruza tradição, comunidade e contemporaneidade, reforçando a identidade cultural do concelho e a participação ativa dos seus habitantes.


