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O Mercado de Cosméticos em Portugal em 2026: Projeções, Desafios e Oportunidades

O setor de cosméticos e cuidados pessoais em Portugal entra em 2026 com perspetivas positivas, integrando-se num mercado europeu avaliado em cerca de 141 mil milhões de euros em 2025, com projeções de crescimento anual composto de 4,45% até 2030.

 

Em Portugal, o mercado fechou 2024 com um valor de 1.346 milhões de euros e um crescimento de 7,03%, aproximando o consumo per capita dos 126 euros por pessoa/ano.

 
 

Este dinamismo reflete a crescente importância da beleza e bem-estar, impulsionado pelo e-commerce, sustentabilidade e personalização. Para empreendedores, a terceirização e private label surgem como portas de entrada acessíveis, sem necessidade de investimento em fábricas próprias.

Neste artigo, exploramos as projeções para 2026, desafios regulatórios e operacionais, tendências emergentes e o potencial da produção sob marca própria.

 
 

Projeções para 2026: Crescimento Moderado e Foco em Sustentabilidade

Em 2026, o mercado português de cosméticos deverá manter uma trajetória ascendente, alinhada com o crescimento europeu de cerca de 4-5% anual. O consumo online continua a ganhar terreno, com projeções de aumento significativo no volume de negócios digitais, impulsionado pela conveniência e diversidade de marcas internacionais.

O segmento de cuidados com a pele domina, representando mais de 40% do mercado, seguido por produtos capilares e higiene pessoal.

 

A expansão de retalhistas como Mercadona impulsiona o private label, que ganhou quota em 2024-2025, oferecendo opções acessíveis e especializadas.

Globalmente, o mercado de cosméticos naturais e orgânicos cresce, com Portugal a beneficiar da sua imagem de qualidade europeia e ingredientes sustentáveis.

 

Projeções indicam que o setor europeu atinja 179 mil milhões de euros até 2030, com Portugal a contribuir através de exportações e inovação local.

Desafios em 2026: Regulamentação Rígida e Pressões Ambientais

2026 traz desafios significativos, com a regulamentação da UE no centro. O Decreto-Lei n.º 23/2025 reforça a supervisão do Infarmed, exigindo registo obrigatório de atividades de fabrico e importação, além de conformidade total com o Regulamento (CE) n.º 1223/2009.

 

Novas restrições a substâncias como nanoformas de metais, TPO (proibido desde setembro de 2025) e regras para retinoides (até 2027) aumentam custos de reformulação e testes.

A Diretiva de Alegações Verdes da UE exige evidências científicas para claims ecológicos, combatendo greenwashing e elevando custos administrativos para PME. Logística e sustentabilidade pressionam: embalagens recicláveis e redução de resíduos são obrigatórias, com custos elevados.

Escassez de mão de obra qualificada em formulação e compliance, aliada à inflação, pode elevar preços. No entanto, parcerias com terceirizadores especializados em regulamentação UE mitigam esses riscos.

Oportunidades e Tendências: Inovação Holística e Personalização

2026 marca a consolidação da “Beleza Metabólica” (Mintel), integrando cosméticos à saúde preventiva, com ingredientes que promovem equilíbrio interno e longevidade.

Em Portugal, alinha-se com a preferência por produtos naturais e neuroglow – beleza ligada ao bem-estar mental.

Outras tendências incluem sinergia sensorial (experiências táteis autênticas), glamour maximalista (maquiagem vibrante) e personalização via IA.

Sustentabilidade maximalista ganha força, com consumidores dispostos a pagar mais por opções eco-friendly.

Conclusão: Um Setor Resiliente e Promissor

Em 2026, o mercado de cosméticos português equilibra crescimento moderado com desafios regulatórios rigorosos.

Terceirização e private label democratizam o acesso, enquanto tendências como beleza metabólica e sustentabilidade abrem oportunidades. Para empreendedores, é tempo de inovação e parcerias estratégicas. Qual a sua visão para 2026? Partilhe nos comentários!

Fontes incluem AIC, Euromonitor, Infarmed, Mintel e eventos setoriais.

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