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Decifrar o VIN: origem, fábrica e peças certas

O número de quadro é o documento de identidade do veículo: único, permanente e anterior a qualquer matrícula. Lido com atenção, diz quem o fabricou, em que fábrica saiu e que versão técnica realmente é — informação que o anúncio quase nunca detalha.

 

Antes de importar um carro ou encomendar uma peça original, o passo mais seguro é verificar vin no AUTO.MOTO.PT e confirmar que o código corresponde ao modelo, à fábrica e ao ano descritos pelo vendedor.

 
 

Os três blocos do código

O VIN segue a norma ISO 3779.

Os primeiros três caracteres (WMI) indicam o construtor. WVW é Volkswagen de passageiros, VF1 Renault França, TMB Škoda. Em Portugal há um detalhe útil: um T-Roc ou Passat da Autoeuropa pode começar por W, porque o WMI aponta para a marca, não necessariamente para a fábrica.

 
 

Os caracteres 4 a 9 (VDS) descrevem modelo, carroçaria e motor. É este bloco que separa um 320d de um 318d ou um Golf 1.0 de um 1.5. As letras I, O e Q nunca entram no VIN, para não se confundirem com 1 e 0.

Os caracteres 10 a 17 (VIS) trazem o ano-modelo (posição 10), a fábrica (posição 11) e o número de série. O ano-modelo não é o ano da matrícula portuguesa: um carro anunciado como “2019” pode ser ano-modelo 2018 com matrícula alemã posterior — e isso altera ISV e IUC.

 

Peças, oficina e legalização

Duas unidades com o mesmo anúncio — “Série 3 320d, 2018” — podem ter faróis, airbags ou software diferentes. O catálogo oficial pede o VIN, não o nome comercial. Na oficina, sem verificar vin no chassi e no DUA, corre-se o risco de montar um componente de outra versão. O mesmo vale para chaves codificadas e baterias de híbridos e elétricos, muitas vezes casadas com o VIN da centralina.

Na importação, a matrícula portuguesa é nova; o VIN não muda. Liga o carro ao COC e ao país de origem. IRN e alfândega comparam o número gravado no metal com os documentos. Qualquer diferença — dígito trocado, soldadura, chapa rebitada — trava a legalização. Confira para-brisas, montante da porta, compartimento do motor e DUA.

 

Não copie o VIN só do anúncio. Não assuma que o código do vidro é igual ao do chassi. Um número estampado de forma irregular ou com tipografia diferente é sinal de identidade alterada.

Um descodificador gratuito dá fabricante e especificações. Não substitui o historial. O VIN é o ADN do chassi: lido com método, evita peças erradas, impostos mal calculados e processos que não avançam.

 

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