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Montalegre: Últimos dias para dizer “não” às minas — consulta pública termina a 17 de novembro

A contagem decrescente já começou. Os habitantes de Montalegre e todos os que acompanham com preocupação a possível reativação da exploração mineira na Borralha têm apenas até 17 de novembro para participar na consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA). Este poderá ser o momento decisivo para travar — ou permitir — um projeto que promete reacender um dos maiores debates ambientais do Barroso.

 

A eventual exploração subterrânea de tungsténio, prevista para durar 15 anos, reacende memórias antigas numa região onde as marcas do passado mineiro ainda são visíveis. Agora, com novos planos industriais e extração em larga escala, o receio de uma transformação profunda do território volta a pairar sobre as aldeias de Montalegre.

 
 

Riscos que dividem a região

O EIA coloca em cima da mesa cenários que inquietam populações e ambientalistas: poeiras persistentes, ruído contínuo, vibrações, depósitos industriais e possíveis impactos na qualidade da água. A área onde se prevê a exploração coincide com zonas sensíveis, reconhecidas tanto pela sua biodiversidade como pelo papel determinante no modo de vida local.

 
 

Comunidades vizinhas — como Borralha, Caniçó e Paredes de Salto — alertam que o projeto poderá colidir com o equilíbrio ecológico do território e com atividades tradicionais que sustentam o quotidiano barrosão. Entre as preocupações está também a presença confirmada de espécies protegidas, como o lobo-ibérico.

Movimento cívico intensifica apelos

 

Associações locais e moradores têm apelado à participação pública, sublinhando que esta poderá ser a última janela de oportunidade para influenciar o processo. Em anos anteriores, a região já assistiu a protestos, marchas e denúncias sobre impactos ambientais. Agora, com o estudo formal em consulta, a mobilização volta a ganhar força.

Prazo decisivo a 17 de novembro

 

Com o relógio a avançar, cresce o apelo para que cidadãos, organizações e entidades submetam comentários ou objeções na plataforma da Agência Portuguesa do Ambiente. Para muitos, o dia 17 de novembro poderá determinar o futuro ambiental e social de Montalegre durante as próximas décadas.

Num território que combina património natural, identidade comunitária e reconhecimento internacional — como a classificação de Património Agrícola Mundial — a decisão sobre a mina da Borralha promete marcar profundamente o rumo da região.

 

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