Requalificação da Piscina Municipal de Montalegre

Inaugurada em janeiro de 2005, a piscina municipal de Montalegre vai voltar a estar ao serviço da comunidade depois de vários anos com a porta fechada devido «aos elevados custos de funcionamento». A garantia é dada pelo presidente da autarquia que fez questão de ir visitar o espaço, acompanhado de um técnico e do empreiteiro que irá realizar os trabalhos. Orlando Alves avança que o município vai trabalhar num projeto cujo fim passa pela «incorporação de novas tecnologias, com maiores ganhos de eficácia energética e de proteção ambiental, menos poluidores». A obra, financiada pelo Portugal 2020, através do PO Norte, e da União Europeia, através do FEDER, atinge perto de 1,4 milhões. A previsão aponta para reabrir no Verão do próximo ano.

 

A obra irá decorrer nos próximos meses de modo a que possa ser usufruída no Verão de 2023. Uma notícia que vai ao encontro dos desejos da população, com foco particular nas escolas e em quem pratica atividade desportiva. A “boa nova” é comunicada pelo presidente da Câmara de Montalegre que fala de um projeto – comparticipado através de candidatura à melhoria da Eficiência Energética nas Infraestruturas Públicas da Administração Local – que irá abraçar «novas tecnologias, com maiores ganhos de eficácia energética e de proteção ambiental, menos poluidores».

 
 

PROJETO COMUNITÁRIO

Orlando Alves lembra que estamos perante um processo moroso que já leva três anos e que irá exigir um alto esforço financeiro por parte da autarquia: «estamos perante um investimento próximo do milhão e meio de euros e que beneficia de uma comparticipação/empréstimo do quadro comunitário de 600 mil euros. Isto é, esta verba o município terá que devolver mais tarde à União Europeia. Este quadro tem que estar encerrado em 31 julho 2023 e nessa altura terá de estar integralmente concluída e liquidada». Mau grado ter financiamento garantido pelos fundos comunitários (600 mil euros), a verdade é que o quadro comunitário apenas financia o que tem estritamente a ver com eficiência energética (revestimento exterior e equipamentos). Tudo o mais terá de ser assumido pela Câmara Municipal. Os últimos meses exigiram um alto jogo de paciência. O Tribunal de Contas atrasou a emissão do «necessário visto» para o arranque da obra. A luz verde chegou por estes dias ao que se seguiu a assinatura do auto de consignação o que significa que o empreiteiro pode automaticamente iniciar a empreitada.

 
 

PRESIDENTE ANGUSTIADO

Esta decisão de avançar com a requalificação da Piscina Municipal de Montalegre não apaga o cenário de destruição que existe no interior e exterior do equipamento. Orlando Alves não esconde a angústia do que observou: «viemos aqui fazer a avaliação do estado geral de degradação vergonhosa em que o edifício e o equipamento se encontram. Não acredito que os autores desta desastrada destruição possam ir para casa e dar-se como satisfeitos ou vangloriarem-se um dia do feito triste aqui cometido. Lamentavelmente, este vandalismo foi praticado por quem está em idade de formação e que não sabe aproveitar a dádiva que tem em poder valorizar-se. O que aqui está espelha bem o laxismo que impera na formação dos nossos jovens por parte das famílias que ainda não souberam preparar convenientemente os seus descendentes para que o amanhã dos seus possa sorrir-lhes». O autarca continua com o teor de lamentos: «assistimos aqui à destruição só pelo prazer de destruir. Azulejos arrancados algo que só se conseguem com ferramentas adequadas. Tudo premeditado. Vidros partidos. O teto da piscina completamente destruído. Máquinas de valor superior a 200 mil euros inteiramente destruídas que podiam ser aproveitadas, que não constam do valor orçamentado daí resultando haver um esforço acrescido da autarquia para adquirir novas máquinas. A piscina municipal encerrou-se pelos custos de manutenção. Fizemos o esforço de preparar a candidatura. Vamos oferecer à comunidade montalegrense e à comunidade educativa este equipamento de formação e de entretenimento. É aquilo que a generalidade da população reclama e precisa. Quem destruiu, não tem legitimidade nem direito para reclamar seja o que for. Na nossa terra nunca pensei que fosse possível chegar-se a este estado de destruição.»

 

O QUE EXISTE

Com uma área bruta do edifício de 1.632,23 m2, a existente Piscina Municipal de Montalegre é constituída por uma piscina de 25 metros, um tanque de aprendizagem (piscina infantil) e áreas complementares: balneários, acessos, zonas dos funcionários, casas de máquinas e outras áreas técnicas. A piscina de maior dimensão tem 25m por 12,5m, com uma profundidade em rampa de 1m a 1,75m, e seis pistas com blocos de partida colocados no topo de maior profundidade. O tanque de aprendizagem, piscina infantil, de 12m por 6m, tem uma profundidade máxima de 0,40m e tem três patamares de acesso à parte mais profunda. Da sua constituição fazem parte, também, zona de balneários, instalações sanitárias, posto médico, circulações, receção, sala dos funcionários, zona de piscina e chapinheiro. A zona dos balneários é climatizada e ventilada através de uma unidade de tratamento de ar equipada com bateria de água quente. A zona da piscina é climatizada, ventilada e desumidificada por duas unidades desumidificadoras. A preparação de AQS e o aquecimento dos tanques das piscinas é efetuada por caldeiras a gás.

 

INTERVENÇÕES

– Separação da nave principal da nave do tanque de aprendizagem;

– Nas fachadas pretende-se garantir o isolamento térmico das mesmas, bem como a aplicação de um novo acabamento de forma a proteger o isolamento colocado. Os vãos envidraçados são substituídos por caixilharia com vidro duplo e corte térmico adequados à função a que se destinam, que garantam o isolamento térmico e que mantenham a temperatura constante no interior;

– A reabilitação do edifício é essencialmente ao nível da sua envolvente opaca exterior, de forma a melhorar significativamente o seu comportamento térmico, a introdução de sistemas de energia renováveis, nomeadamente painéis de solar térmico para AQS, e intervenções pontuais no interior de maneira a melhorar a funcionalidade dos espaços e acessibilidades;

 

– Isolamento térmico do teto;

– Substituição da iluminação atual por iluminação LED;

– Instalação de coletores solares para produção de AQS;

– Substituição das caldeiras atuais por caldeiras a pellets;

– Instalação de Sistema de Produção de Energia Elétrica (painéis solares);

– Novos revestimentos de pavimentos e paredes interiores.

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