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“Sinal Aberto”: Rede de IPTV Ilegal Desmantelada em Valença — PJ de Braga Apreende Mais de 100 Mil Euros e Expõe Centenas de Utilizadores

Uma operação de grande impacto da Polícia Judiciária abanou o concelho de Valença e lançou o alerta nacional sobre os perigos da pirataria audiovisual. Na passada quinta-feira, o Departamento de Investigação Criminal de Braga desferiu um duro golpe contra uma alegada rede de exploração ilegal de canais televisivos, culminando na detenção de dois indivíduos e na constituição como arguidas de duas pessoas coletivas.

 

No centro da investigação estão crimes graves e altamente tecnológicos: acesso ilegítimo a sistemas informáticos, falsidade informática, burla informática e nas comunicações, bem como a produção e comercialização de dispositivos ilícitos usados para difundir conteúdos televisivos protegidos por direitos exclusivos — nomeadamente através de serviços de IPTV ilegal.

 
 

Durante a operação, batizada de forma sugestiva como “Sinal Aberto”, a PJ executou três mandados de busca, dois em residências particulares e um num estabelecimento comercial. O resultado foi revelador: diversos equipamentos informáticos apreendidos, alguns preparados para potenciar a distribuição massiva de conteúdos pirata, e mais de 100 mil euros em dinheiro vivo, um valor que levanta fortes suspeitas sobre a dimensão do negócio clandestino.

A ação contou com o apoio de especialistas de Polícia Científica, que procederam à análise minuciosa de material informático e documentação considerada crucial para o desenrolar do inquérito, sob a direção do Ministério Público de Valença. As autoridades admitem que a investigação está longe de terminada e apontam já para a existência de centenas de beneficiários desta atividade ilegal.

 
 

Apesar da gravidade dos factos, os dois detidos acabaram por ser restituídos à liberdade por decisão do Ministério Público, enquanto a investigação prossegue.

A Polícia Judiciária deixa, no entanto, um aviso claro e contundente: a pirataria audiovisual não é um “crime sem vítimas”. Para além de causar prejuízos significativos à economia e aos legítimos detentores de direitos de autor, expõe também os utilizadores a riscos sérios, como o roubo e a partilha indevida de dados pessoais, comprometendo a segurança digital e podendo resultar em responsabilidade penal e cível.

 

O “sinal” está lançado — e as autoridades garantem que não ficará aberto por muito mais tempo.

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