Várias mortes no Hospital de Braga devido a surto de bactéria multirresistente

Designada por “CRE”, bactéria é responsável por várias mortes ocorridas no mês de março. Diretor do programa de prevenção de infeções e resistência aos antimicrobianos diz que o importante é agora conter o surto e para isso é preciso adotar estratégias, segundo a TVI/CNN Portugal

 

Uma variante mortífera de uma bactéria hospitalar está a causar um surto no hospital de Braga e, segundo apurou a TVI/CNN Portugal, já foi responsável por várias mortes naquela unidade hospitalar durante o mês de março. Trata-se da bactéria multirresistente CRE e está a afetar o bloco operatório da unidade hospitalar.

 
 

“A dificuldade de tratar esta infeção é muito maior, isto é, a panóplia, o portfólio de antibióticos que temos e que são capazes de resolver esta infeção é muito menor do que numa infeção por uma bactéria do tipo selvagem, ou seja, sem tipo de resistência”, afirma José Artur Paiva, diretor do programa de prevenção de infeções e resistência aos antimicrobianos (PPCIRA) da Direção-Geral de Saúde.

Segundo o especialista, apesar desta ser uma bactéria frequente no ser humano, está a ganhar cada vez mais resistência aos antibióticos. Para o diretor do PPCIRA da DGS, o importante é agora conter o surto e para isso é preciso adotar estratégias para que não se “eleve o patamar do nível global de resistência”.

 
 

“Estamos a preparar para publicação muito próxima uma norma que irá determinar que em todos os hospitais, na admissão de doentes com fator de risco para ter estas bactérias, passar a ser obrigatória a realização de um teste, nomeadamente através de uma zaragatoa anal que colhe um espécimen e que permite ver se a pessoa é ou não portadora desta bactéria”, explica.

Fonte do hospital de Braga confirmou à TVI/CNN Portugal a existência do surto, mas não quis ainda adiantar mais pormenores, principalmente quanto à dimensão do problema e o número de mortes.

 

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